Com técnica e planejamento, um imóvel vazio pode ser decorado para valorizar seu potencial e chamar a atenção de clientes.

É muito comum ver em mostras de imóveis ou feiras, ambientes decorados e pronto para morar. Não são só os móveis que estão alocados: quadros, abajures, mantas, porta-retratos e todos os acessórios lá dispostos. Essa técnica é conhecida como home staging, o que basicamente significa montar um ambiente para deixá-lo o mais convidativo possível para a visita de futuros compradores. Esta técnica também pode ser aplicada a imóveis usados, que estão desocupados e disponíveis para venda.

Esse conceito surgiu inicialmente nos Estados Unidos na década de 1970, mas passou rapidamente a ser conhecido e utilizado em todo o mundo. Isso porque a ideia por trás do home staging gira em torno do conforto e do quão convidativo aquele ambiente vai ficar.

No Brasil, esse conceito ainda não é muito aplicado, devido aos custos necessários para a aquisição de móveis e acessórios. Em Brasília, no entanto, a empresa de móveis e objetos de decoração Artefacto em parceria com a TRK Imobiliária desenvolveu a técnica em alguns imóveis residenciais de luxo que estão à venda. A equipe da Artefacto estudou o ambiente, seu público-alvo e cuidou de toda a parte de mobiliário, decoração e ambientação.

“Quando um potencial comprador ou locatário visita um imóvel com o home staging, a valorização é imensa. É mais fácil se imaginar vivendo naquele local quando ele aparece de maneira aconchegante e com um estilo que qualquer um pode se identificar”, afirma Tárik Faraj, sócio da TRK Imóveis, da qual a Artefacto é a principal parceira.

Nada de ambientes vazios
Quando se compara um local trabalhado com home staging e um ambiente vazio, a diferença é extremamente significante. Em primeiro lugar, é possível ter uma dimensão muito mais concreta do local e de suas dimensões – é difícil imaginar tudo o que vai caber em um quarto quando ele está sem cama, não é mesmo? Isso vale para todos os ambientes e é a primeira vantagem do home staging.

O home staging opera com a ideia de usar um ambiente como se usa uma vitrine. Todos os elementos estão ali por um motivo, que é o de tornar o local atrativo para clientes. A iluminação, por exemplo, nem sempre vai ser a do local. Luzes muito fortes e de cores frias tendem a deixar o ambiente pouco pessoal e pode até mesmo incomodar algumas pessoas. Por isso, é sempre usada uma iluminação indireta e que não seja excessivamente forte para ninguém.

O mesmo acontece com as cores. Salas de estar, cozinhas e outros espaços comuns ganham tons quentes para se tornarem mais receptivas. Flores, vasos e outros objetos podem ser usados em conjunto tanto para reiterar esse efeito quanto para dar uma suavizada e não deixar o local muito poluído.

“Estudos do mercado norte americano apontam que um imóvel ambientado com o Home Staging tem a velocidade de venda até três vezes maior e o preço final até 25% mais alto que um imóvel vazio”, comenta Rafael Roda, Sócio da TRK Imóveis de Brasília.

Por que não usar minha própria decoração?
Quando estão tentando alugar ou vender uma casa ou apartamento, muitas pessoas pensam em deixar as próprias coisas. Isso é diferente do home staging porque, nesse caso, a decoração não é pensada para poder deixar o ambiente adaptado aos seus gostos e preferências, mas ao que vai agradar o máximo de pessoas. Não se trata de usar um determinado estilo para poder decorar um certo ambiente, mas de usar a disposição dos móveis e dos acessórios para poder valorizar as possibilidades do local, valorizar o seu potencial e fazer com que as pessoas se imaginem morando ali.

Essa despersonalização valoriza o ambiente de duas formas: além de eliminar traços de um estilo pessoal para criar um conceito geral do que o ambiente transmite, ela também favorece a visualização do local. Com menos elementos e coisas mais organizadas, você consegue ver melhor o espaço e ter uma noção espacial mais adequada.

Por mais bem feita que sua decoração seja, é preciso pensar que ela foi estruturada para atender aos moradores do local e suas necessidades, ou seja, você e sua família. Uma família numerosa, por exemplo, pode precisar de um sofá grande e fazer isso com elegância e coordenação, deixando o ambiente em sua melhor configuração possível. Contudo, isso não importa durante uma exposição do imóvel: as pessoas precisam ver todo o potencial do cômodo e suas possibilidades. Dessa forma, notam o ambiente com clareza e enxergam de que forma ele pode ser personalizado para suas próprias necessidades.

Fonte: Portal Terra

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